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Após novo recorde de mortes por covid no Brasil, Venezuela pede resposta da ONU

A Venezuela reiterou seu pedido de intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil diante do descontrole da pandemia de covid-19. Com um novo recorde de mortes em 24h e há mais de 40 dias com uma média diária de mil óbitos, o Brasil se tornou uma ameaça regional com o desenvolvimento de uma nova variante do vírus, a P1, considerada 60% mais contagiosa. 

Em um carta direcionada ao secretário geral da ONU, Antonio Guterres, o embaixador venezuelano Samuel Moncada reitera um pedido do governo bolivariano de junho de 2020, que já alertava para os riscos da crise sanitária brasileira. 

"O governo de Jair Bolsonaro se converteu no principal obstáculo para salvar vidas no pior momento da pandemia. O resultado é o alarmante deterioramento de todos os indicadores sanitários do Brasil. Para nós, é inexplicável tanta negligência diante dessa tragédia", afirmou o funcionário venezuelano.

#Brasil registra hoy un nuevo récord de fallecidos diarios por #Covid_19. Hace 4 dias le ratificamos al Sec General de la ONU lo que le alertamos 9 meses antes: la ONU debe intervenir para que el gobierno de Brasil asuma y controle la tragedia y así proteger a toda Suramérica pic.twitter.com/UoIsoE3uDJ

— Jorge Arreaza M (@jaarreaza) March 10, 2021

A Venezuela acusa o presidente Bolsonaro de ser negligente em relação à pandemia. Em mais de uma ocasião, o país vizinho ofereceu ajuda ao Brasil para combater o coronavírus, algo que foi rechaçado pelo Itamaraty. Enquanto o Brasil supera as 270 mil mortes e os 11 milhões de infectados, os venezuelanos registram 143 mil casos, com 90% de  taxa de recuperação e 1407 falecidos pela doença.  :: Plasma sanguíneo contra covid tem resultados "alentadores" na Venezuela, diz médico ::

O Estado venezuelano mantém, desde janeiro deste ano, o abastecimento de oxigênio em Manaus, depois do colapso do sistema hospitalar amazonense. Diante da falta de diálogo com o governo federal, todos os acordos foram estabelecidos com os governos locais. 

Edição: Vivian Fernandes

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