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Após protestos, presidente do Senado adia votação de PL que incentiva grilagem

Após apelos da oposição, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), adiou, nesta quarta (28), a votação do Projeto de Lei (PL) 510/2021, que flexibiliza exigências relacionadas à regularização fundiária. O texto enfrenta ampla resistência de ambientalistas, entidades civis e parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro, interessado na medida.

Patrocinada pela bancada ruralista, a proposta foi colocada em votação depois de ser incluída na pauta apenas um dia antes, na terça (27), sem acordo e pouco mais de dois meses depois de ter chegado à Casa, no final de fevereiro. Pacheco voltou atrás na ideia da votação após receber três requerimentos de retirada de pauta vindos dos senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA), Paulo Rocha (PT-PA) e Rogerio Carvalho (PT-SE).

Entre outras coisas, a oposição argumentou que a proposta carece de amplos debates antes de ir à votação. A primeira audiência pública sobre o PL, por exemplo, está agendada para esta quinta-feira (29), no Senado. Com a exclusão da proposta da lista de votações desta quarta, a ideia de Pacheco é que o tema seja debatido em reunião de líderes para depois ser reincluído na agenda de votações. 

Edição: Vinícius Segalla

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