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Cotada para substituir Pazuello na Saúde, cardiologista é contra uso de cloroquina

Com a iminente saída de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde, dois nomes aparecem como cotados para assumir a pasta: a cardiologista do Incor-USP, Luhdmila Hajjar e o também cardiologista, Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. 

Hajjar, que já tratou diversas personalidades do mundo político durante a pandemia, entre eles o próprio ministro Pazuello, é doutora em Anestesiologia e professora associada de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP.

Em sua conta nas redes sociais, a médica se diz contrária ao uso da hidroxicloroquina para o tratamento precoce da covid-19. “Não há dados liderados por cientistas em estudos sérios para que a gente possa afirmar que encontramos um tratamento eficaz. O melhor tratamento é a prevenção”, explica.

Tanto Pazuello quanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fazem intensa defesa do uso do medicamento indicado para tratamento de malária, como prevenção à covid-19. O uso da cloroquina para esse fim tem sido negado por diversas autoridades de saúde no mundo todo.

A possível saída de Pazuello se dá em um momento de pressão política por conta da má gestão do ministro e do governo federal no combate à covid-19. A demora em resolver problemas de logística e compra de vacinas, se soma ao negacionismo de Bolsonaro quanto à gravidade da doença e os métodos de prevenção, como o uso de máscara e o distanciamento social.

O discurso do ex-presidente Lula, após a decisão do ministro do STF, Edson Fachin, que retirou da 13ª vara federal de Curitiba os processos em que Lula fora condenado pelo ex-juiz Sergio Moro, também também pode ter sido um fator de influência na decisão. Horas após Lula defender o uso de máscaras e a vacinação, Bolsonaro e seus ministros, apareceram em evento no Palácio do Planalto, fazendo uso do acessório. Deputados que apoiam Bolsonaro decidiram intensificar a pressão sobre Pazuello.

Também em suas redes, tanto Hajjar quanto Marcelo Queiroga celebraram a 1ª dose da vacina contra covid. “Desejo que toda a população brasileira, em breve, possa sentir o que senti hoje: esperança de dias melhores, sem sofrimento e sem mortes”, escreveu Hajjar. 

Já Queiroga disse que a vacina representa “mais segurança para quem trabalha na linha de frente. Além disso, a cobertura vacinal ampla vai nos ajudar a conter a pandemia”.

Segundo apurações de veículos de comunicação, Hajjar já está em deslocamento para Brasília, onde deve se reunir com Bolsonaro.

Um terceiro nome cotado é do deputado do PP, do Rio de Janeiro, Luiz Antonio Teixeira Júnior.

Edição: Rodrigo Chagas

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