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Deputado Daniel Silveira vai para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica

O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) deixou na tarde deste domingo (14) o Batalhão Especial Prisional da PM em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Mais cedo, na manhã deste domingo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a progressão do deputado para prisão domiciliar com o monitoramento via tornozeleira eletrônica.

Quem é Daniel Silveira, o deputado bolsonarista preso após ameaças ao STF

Silveira estava detido desde o dia 16 de fevereiro, quando o próprio Moraes determinou prisão em flagrante após o deputado divulgar em suas redes sociais um vídeo defendendo a destituição de ministros do STF e fazendo apologias ao Ato Institucional nº 5 (AI-5), principal instrumento de repressão da ditadura civil-militar no Brasil. 

A prisão de Silveira foi mantida pelo plenário do Supremo e também pela Câmara dos Deputados, onde o parlamentar do PSL é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética.

Inquéritos e histórico

O deputado é alvo de dois inquéritos no STF. Um apura atos antidemocráticos e o outro fake news. Moraes é relator dos dois casos. 

Em sua página no Twitter, Silveira se descreve como “policial militar, conservador, bacharelando em Direito, Deputado Federal, totalmente parcial e ideológico”.

Conforme o próprio deputado admite em outro vídeo, gravado no momento em que a Polícia Federal (PF) entra em sua casa, em Petrópolis, na região serrana do Rio, ser preso não é uma novidade em sua biografia. Antes de assumir o mandato, em 2019, Silveira atuou como policial militar e passou 80 dias detido no quartel entre 2013 e 2017 “em virtude de numerosas transgressões disciplinares, por atrasos e faltas aos serviços”.

Ele foi eleito deputado federal em 2018 pelo Rio de Janeiro, com 31.789 votos. Durante a campanha, durante um comício ao lado do governador afastado Wilson Witzel (PSC-RJ) e do hoje deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), Silveira quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada meses antes. Esse foi o episódio que mais fez ecoar o seu nome nas redes sociais.

Em sua defesa, o então candidato alegou que a placa foi retirada porque cobria a indicação com o nome oficial da praça, Floriano Peixoto.

Edição: Rodrigo Chagas

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