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Pelo menos nove contas bancárias financiam atos bolsonaristas, diz site

As manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e com pautas antidemocráticas, marcadas para 7 de setembro, vêm sendo financiadas com dinheiro depositado em pelo menos nove contas bancárias, algumas delas com possibilidade de recebimento de somas em moeda estrangeira.

De acordo com reportagem publicada pelo portal UOL neste domingo (5), as contas são mantidas por grupos bolsonaristas. Embora os organizadores dos atos venham tentando dar verniz democrático aos protestos, as demandas giram em torno de propostas inconstitucionais, como intervenção militar e afastamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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No texto, assinado pelo jornalista Eduardo Militão, são expostas iniciativas que podem ser abastecidas com uso de chave Pix, bitcoins e Paypal, esse último facilita pagamentos com origem fora do Brasil. As informações foram obtidas a partir de pesquisa nas redes sociais.

Há menos de uma semana, o portal publicou detalhes sobre campanhas de financiamento por criptomoeda, divulgadas por Leonardo Rodrigues de Jesus, sobrinho de Bolsonaro e também conhecido como Leo Índio.  Agora, foi identificado entre militantes do movimento Nas Ruas o uso de PayPal, uma das maiores plataformas de pagamento online do mundo, que simplifica operações internacionais.

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Por suspeitas de que o dinheiro financiaria atos violentos em ataque à democracia e à constituição, o STF já determinou o bloqueio de uma conta ligada ao Movimento Sete de Setembro e ao caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, apelidado de Zé Trovão. Cerca de R$ 50 mil foram confiscados. 

Os representantes dos grupos que organizam os atos negam a prática ou defesa de atos ilegais, mas a decisão do Supremo foi baseada em declarações feitas pelos próprios militantes sobre a manifestação. Um exemplo foram as afirmações do cantos Sérgio Reis, ligado ao movimento. Ao se referir ao STF, ele disse os manifestantes iriam "invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra".

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Após o bloqueio judicial, foram divulgadas nas redes sociais novas chaves Pix para arrecadação de dinheiro. Elas estão em nome de Luís Antônio Mozzin, empresário do artista sertanejo. 

Ainda segundo a reportagem do UOL, os valores levantados serão usados para a estrutura das manifestações. Na lista estão itens como contratação de ônibus, banheiros químicos, instalação de uma cozinha comunitária e até aluguel de helicópteros. A organização das manifestações diz que um acampamento será montado em Brasília e permanecerá na capital depois de 7 de setembro.

Edição: Vinícius Segalla